sábado, 12 de dezembro de 2009

O Dia da Bíblia


Para se falar um pouco a respeito deste, que é o livro mais conhecido e distribuído no mundo, o maior Best Seller escrito até hoje, que se encontra traduzido em partes em mais de 2212 línguas e dialetos, das 6500 línguas e dialetos falados no mundo. (A Bíblia inteira só está traduzida em cerca de 300 línguas), torna-se fundamental que mencionemos algumas particularidades a respeito deste, que é o “livro por excelência”.
Há uma estimativa que já foi comercializado no planeta milhões de exemplares entre a versão integral e o Novo Testamento. Mais de 500 milhões de livros isolados já foram comercializados. Afirmam ainda que a cada minuto 50 Bíblias são vendidas, perfazendo um total diário de aproximadamente 72 mil exemplares.
A origem da palavra Bíblia, remonta em um antigo termo grego, plural de “Biblion”, que é o diminutivo de “Biblos”, sendo este, neutro, que significa “livros”.
A Bíblia é um livro antigo. Os livros antigos eram feitos em forma de rolos, (Jr 36:2).Tais rolos eram feitos de papiro ou pergaminho.
“Bíblos”, portanto, era a entrecasca da planta do papiro, uma planta aquática que crescia e se desenvolvia às margens dos rios e lagos do Oriente, tendo também sua origem às margens do rio Nilo (África).
Ainda Hoje, podemos encontrar tal planta no Sudão, Galiléia Superior e no vale de Sarom. As tiras que eram retiradas do papiro eram sobrepostas umas as outras, até formarem um rolo.
Podemos observar este material gráfico primitivo, sendo citado diversas vezes na Bíblia, Ex.2:3; Jó 8:11 e Is.18:2. Em algumas versões da Bíblia, o papiro também é chamado de junco. Da palavra papiro deriva-se a nossa palavra papel.
Da casca dessa planta que atingia 2 a 4 metros, de altura, se faziam as folhas para os manuscritos que eram de 15 a 27 cm de comprimento.
Já o pergaminho, é a pele de animais cortida e polida, utilizada na escrita. Seu material é melhor que o papiro, e vem dos primórdios da era cristã, apesar de já ser conhecido antes. É citado na Bíblia em 2 Tim. 4:13.
Um rolo de papiro de tamanho pequeno era chamado biblion, e vários destes era uma bíblia. Portanto, literalmente, Bíblia quer dizer “coleção de livros pequenos”. Após a invenção do papel no século II pelos chineses, desapareceram os rolos, e bíblos deu origem a livro, como vemos em biblioteca, bibliografia, bibliófilo, etc.
O vocábulo Bíblia não se encontra no texto das sagradas escrituras. Consta apenas da capa, mas não no texto do volume. É consenso geral entre os doutos no assunto que o nome Bíblia foi primeiramente aplicado às Sagradas Escrituras por João Crisóstomo, patriarca de Constantinopla no séc. IV de nossa era.
Devido as Escrituras formarem uma unidade perfeita, o vocábulo Bíblia, sendo um plural, passou a ser singular, significando O Livro, isto é, O Livro dos Livros, O Livro por Excelência.
Sendo Livro Divino, temos, portanto, sua definição canônica, “A Revelação de DEUS à Humanidade”.
Os nomes mais comuns que a Bíblia dá a si mesma, ou seja, nomes canônicos, são:
Escrituras (Mt. 21:42); Sagradas Escrituras (Rm. 1:2); Livro Do Senhor (Is. 34:16); A Palavra de DEUS (Mc. 7:13; Hb. 4:12); Os Oráculos de DEUS (Rm. 3:2).
Na Bíblia encontramos duas divisões principais:
O Antigo e o Novo Testamento; sendo ao todo 66 livros. No Antigo Testamento temos 39 livros, e no Novo Testamento são 27 livros.
Escritos por cerca de 40 autores diferentes em um período aproximado de 16 séculos, sendo tais autores, pertencentes às mais variadas profissões e atividades, eles viveram e escreveram em países, continentes e regiões diferentes, distantes muitas vezes uns dos outros, em épocas e condições diferentes. No entanto, seus escritos possuem uma harmonia perfeita. Isto prova que Um só os dirigia no registro da revelação divina.
Estes textos foram copiados e recopiados de geração para geração em diversos idiomas, tais como: Hebraico, Aramaico e grego; até chegar a nós.
Verificou-se através do Método Textual, que 99% dos textos mantêm-se fiel aos originais, é certamente uma obra divina, levando em consideração os milhares de anos entre a escrita e nossos dias. As partes mais antigas das Escrituras encontradas são um pergaminho de Isaías em hebraico do segundo século a.C., descoberto em 1947 nas cavernas do Mar Morto e um pequeno papiro contendo parte do Livro de João 18:31-33,37,38 datados do segundo século d.C.
O vocábulo testamento tem sua origem no termo grego diatheke, e significa:
a) aliança ou concerto,
b) testamento, isto é, um documento contendo a última vontade de alguém quanto à distribuição de seus bens, após a morte. Esta é a palavra empregada no Novo Testamento, como por exemplo, em Lucas 22:20. No Antigo Testamento a palavra usada e berith que significa apenas concerto. O duplo sentido do termo grego mostra duas coisas: que a morte do testador (Cristo) ratificou ou selou a Nova Aliança, e, portanto nos garante toda a herança (Hb 9:15-17). O título "Antigo Testamento" foi primeiramente aplicado aos primeiros 39 livros da Bíblia por Tertuliano e Orígenes.
Na primeira divisão principal da Bíblia temos o Antigo Concerto (também chamado pacto, aliança), vindo pela Lei, feito no Sinai, e selado com sangue de animais (Ex 24:3-8; Hb 9:19,20). Na segunda divisão principal (O Novo Testamento) temos O Novo Concerto, vindo pelo Senhor Jesus Cristo, feito no Calvário e selado com O Seu próprio sangue (Lc 22:20; Hb 9:11­-15). É, pois, um concerto superior.
Como já dissemos, o Antigo Testamento contém 39 livros, e foi escrito originalmente em hebraico com exceção de pequenos trechos que estão em aramaico. O aramaico foi a língua que Israel trouxe do exílio babilônico. Há também algumas palavras persas. Seus 39 livros estão classificados em 4 grupos, conforme os assuntos a que pertencem: Lei, História, Poesia e Profecia. O grupo ou classe Poesia também é conhecido por Devocionais.
1. Lei: São 5 livros: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. São comumente chamados "O Pentateuco". Esses livros tratam da origem de todas as coisas, da Lei, e estabelecimento da nação israelita.
2. História: São 12 livros: de Josué a Ester. Ocupam-se da história de Israel nos seus vários períodos.
3. Poesia: São 5 livros; de Jó a Cantares de Salomão. São chamados “Poéticos”, não porque sejam cheios de imaginação e fantasia, mas devido ao gênero de seu conteúdo. São também chamados “Devocionais”.

4. Profecia: São 17 livros: de Isaías a Malaquias. Estão subdivididos em:
-Profetas Maiores: Isaías a Daniel (5 livros).
-Profetas Menores: Oséias a Malaquias (12 livros).
Os nomes Maiores e Menores não se referem ao mérito ou notoriedade do profeta, mas ao tamanho dos livros e extensão do ministério profético.
Assim o Antigo Testamento é composto de obras de autores diversos, como Moisés, que foi um príncipe e legislador; Josué, um general; Davi e Salomão, reis e poetas; Isaías, estadista e profeta; Daniel, primeiro-ministro; Zacarias e Jeremias, sacerdotes e profetas; Amós, homem do campo; e de variados assuntos como legendas e poesias heróicas dos tempos primitivos, história das origens do povo israelita e desenvolvimento histórico até à volta do exílio, poemas, obras de moral e ciência, profecias, cântico de arrependimento e de louvor a DEUS, leis civis, religiosas e morais, etc. Isso tudo reunido num só livro forma uma harmonia perfeita, incompreensível para a mente humana, mas claro para os que têm a mente de Cristo (I Cor. 2:16).
A classificação dos livros do Antigo Testamento, por assuntos, vem da versão Setuaginta, (tradução do Antigo Testamento do hebraico para o grego) através da Vulgata (tradução latina de Jerônimo), e não leva em conta a ordem cronológica dos mesmos.
Nas Bíblias de edição católico-romana, os livros de 1º e 2 º Samuel e 1º e 2º Crônicas são chamados 1º,2º,3º e 4º Reis respectivamente, 1º e 2º Reis são chamados de 1º e 2º Paralipômenos. Esdras e Neemias são chamados 1º e 2º Esdras. Também nas edições católicas de Matos Soares e Antônio Pereira de Figueiredo, o salmo 9 corresponde da versão de João Ferreira de Almeida aos salmos 9 e 10. O de número 10 é o nosso de número 11. Indo assim até os salmos 146 e 147, que nas nossas Bíblias é o de número 147. Sendo os três salmos finais, idênticos em qualquer das versões acima mencionadas. Tais diferenças de numeração em nada afetam o texto em si, e não poderia ser doutra forma, sendo a Bíblia o Livro do Senhor.
O Novo Testamento se compõe de 27 livros. Foi escrito não do grego clássico dos eruditos, mas no do povo comum chamado Koiné, exceto pelo livro de Hebreus, este escrito no grego erudito.
Seus 27 livros também se classificam em 4 grupos conforme o assunto a que pertencem: Biografia, História, Epístolas, e Profecia. O terceiro grupo também é chamado Doutrina.
1. Biografia: 4 Evangelhos. Descrevem a vida terrena Do Senhor Jesus Cristo e seu glorioso Ministério. Os três primeiros Evangelhos são chamados Sinópticos devido ao paralelismo que há entre eles. Os Evangelhos são os livros mais importantes da Bíblia. Todos os livros que os procedem tratam da preparação para a manifestação de Jesus Cristo, e os que lhe seguem são explicações da doutrina de Cristo.
2. História: É o livro de Atos dos Apóstolos. Registra a história da Igreja primitiva, seu viver, a propagação do Evangelho; tudo através do Espírito Santo, conforme Jesus prometera (At. 1:8).
3. Epístolas: São 21 as Epístolas ou cartas, e vão de Romanos a Judas. Elas contêm a doutrina da Igreja.
- 9 são dirigidas a igrejas (de Romanos a 2ª Tessalonicenses).
- 4 são dirigidas a indivíduos (duas a Timóteo, uma a Tito, e outra a Filemom).
- 1 é dirigida aos hebreus cristãos.
- 7 são dirigidas a todos, indistintamente (Tiago, 1ª e 2ª Pedro, 1ª, 2ª e 3ª João e Judas). Estas são também chamadas universais, católicas ou gerais, apesar de duas delas (2ª e 3ª João) serem dirigidas a pessoas.
4. Profecia: É o livro de Apocalipse ou Revelação. Trata da volta pessoal Do Senhor Jesus Cristo à terra e das coisa que precederão a esse glorioso evento.
Os livros do Novo Testamento também não estão situados em ordem cronológica.
Jesus Cristo é o tema central da Bíblia. Ele mesmo no-lo declara em Lc. 24:44 e Jo. 5:39.
Observando atentamente, podemos constatar que Jesus ocupa o lugar central das escrituras através de tipos, figuras, símbolos e profecias.
O Cristo de Gênesis a Apocalipse.
-Em Gênesis, Ele é o descendente da mulher;Em Êxodo, Ele é o cordeiro Pascoal;Em Levítico, Ele é o Sacrifício Expiatório;Em Números, Ele é a Rocha Ferida;Em Deuteronômio, Ele é o Profeta;Em Josué, Ele é o capitão dos Exércitos Do Senhor;Em Juízes, Ele é o Libertador;Em Rute, Ele é o Parente Divino;Em Reis e Crônicas, Ele é o Rei prometido;Em Ester, Ele é o Advogado;Em Jó, Ele é o Nosso Redentor que vive;Nos Salmos, Ele é o nosso socorro e alegria;Em Provérbios, Ele é a Sabedoria de DEUS;Em Cantares de Salomão, Ele é o nosso Amado;Em Eclesiastes, Ele é o Alvo Verdadeiro;Nos Profetas, Ele é o Messias prometido;Nos Evangelhos, Ele é o Salvador do mundo;Nos Atos, Ele é o Cristo ressurgido e poderoso;Nas Epístolas, Ele é a Cabeça da Igreja;No Apocalipse, Ele é o Alfa e o Ômega, e o Cristo que volta para reinar.
Sendo Jesus o centro da Bíblia, podemos resumir os 66 livros em 4 palavras referentes a Ele:
1. Preparação: Todo o Antigo Testamento. Ele trata da preparação para o Advento de Jesus Cristo.
2. Manifestação: Os Evangelhos. Eles tratam da encarnação, manifestação e vida de Jesus Cristo.
3. Explanação: São as Epístolas. Elas dão a explanação da doutrina de Cristo.
4. Consumação: O livro de Apocalipse. Ele trata da consumação de todas as coisas preditas, através de Cristo.(Dr. C.I. Scofield).
Inicialmente, os escritos que compõem a Bíblia não eram separados por capítulos e versículos, tal divisão somente veio a ocorrer em 1250 d.C. pelas mãos do cardeal Hugo de Saint-Cher, abade dominicano, que dela se serviu para a sua concordância com a Vulgata. As aplicações a essa concordância atribuíram lhe muito valor e estabeleceram a prática de citar os capítulos em vez de referir-se ao livro, ou a alguns fatos proeminentes nele contidos.
Alguns historiadores também atribuem essa divisão ao Professor Stephen Langton, no ano de 1227 d.C.
Já a divisão em versículos, ocorreu em duas etapas; o Antigo Testamento em 1445 pelo rabi Nathan e o Novo Testamento em 1551 por Robert Stevens, um impressor de Paris. Stevens publicou a primeira Bíblia dividida em capítulos e versículos em 1555, sendo esta a Vulgata Latina.
Em 1525, Jacob Ben Haim, na Bíblia Bomberg, em Veneza, também havia dividido a Bíblia (AT) em versículos.
A Bíblia foi o primeiro livro impresso no mundo, após a invenção do prelo, em 1454 em Mainz na Alemanha.
O Antigo Testamento possui 929 capítulos e 23214 versículos, e o Novo Testamento possui 260capítulos e 7959 versículos. Assim a Bíblia toda tem 1189 capítulos e 31173 versículos.
Se pudéssemos resumir a Bíblia toda em um único versículo, encontraríamos como verso de ouro ou versículo áureo no Evangelho de João no capítulo 3, versículo 16: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.
O dia da Bíblia é celebrado no segundo domingo de dezembro, o Dia da Bíblia foi criado em 1549, na Grã-Bretanha pelo Bispo Cranmer, que incluiu a data no livro de orações do Rei Eduardo VI.Este dia é um dia especial, e foi criado para que a população intercedesse em favor da leitura da Bíblia. No Brasil a data começou a ser celebrada em 1850, quando chegaram da Europa e EUA os primeiros missionários evangélicos. Porém, a primeira manifestação pública aconteceu quando foi fundada a Sociedade Bíblica do Brasil, em 1948, no Monumento do Ipiranga, em São Paulo (SP). E, graças ao trabalho de divulgação das Escrituras Sagradas, desempenhado pela entidade, o Dia da Bíblia passou a ser comemorado não só no segundo domingo de dezembro, mas também ao longo de todas a semana que antecede a data. Desde dezembro de 2001, essa comemoração tão especial passou a integrar o calendário oficial do país, graças à Lei Federal 10.335, que instituiu a celebração do Dia da Bíblia em todo o território nacional.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Erros que o cristão não pode cometer 1 "Ditos Populares"



Inauguro esse espaço para comentários e discussões à respeito do emprego de certas expressões em nossa língua, pois o uso indevido, ou a má colocação de algumas palavras, pode ocasionar má interpretação, e até mesmo, distorção do significado da mensagem que queremos transmitir aos nossos ouvintes ou mesmo leitores.
Com certeza você já se perguntou sobre a origem ou o significado de certos “ditos populares” que são largamente empregados pelas pessoas de língua portuguesa, mas será que essas expressões estão realmente corretas?
O pior disso tudo, é que boa parte dos cristãos também as utiliza sem nem mesmo saber se estão ou não corretas, ou pior ainda, pregadores da palavra de DEUS também acabam por lançar mão deste linguajar, e acabam dizendo o que não deveria ser dito, ou não da forma que deveria ser dito.
Pensando nisso, aqui vai uma pequena contribuição para os irmãos que buscam a excelência na escrita e também na comunicação da língua portuguesa:

No popular se diz: “Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho carpinteiro”.
O Correto é: “Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho no corpo inteiro”.


“Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão”.
Enquanto o correto é: "Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão".


“Cor de burro quando foge”.
O correto é: “Corro de burro quando foge!”


Outro que no popular todo mundo erra: “Quem tem boca vai a Roma”.
O correto é: “Quem tem boca vaia Roma”. (isso mesmo, do verbo vaiar).

Outro que todo mundo diz errado, “Cuspido e escarrado” - quando alguém quer dizer que é muito parecido com outra pessoa.

O correto é: “Esculpido em Carrara”.
(Carrara é um tipo de mármore)

Mais um famoso... “Quem não tem cão, caça com gato”.
O correto é: “Quem não tem cão, caça como gato... ou seja, sozinho!”


Vai dizer que você falava corretamente todos esses?


O cristão deve procurar expressar-se da maneira certa, pois somente assim a mensagem Do Senhor poderá ser transmitida de forma correta e sem distorções!

Fonte:
Prof. Pasquale Neto

quarta-feira, 1 de julho de 2009

CCJ aprova Dia Nacional da Marcha para JESUS

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou a instituição do Dia Nacional da Marcha para Jesus (PL 3234/08), a ser comemorado 60 dias após o domingo de Páscoa com o objetivo de promover a manifestação pública da fé cristã em todo o País.
A proposta é do Senado Federal.O relator do projeto, deputado Carlos Willian (PTC-MG), explica que a Marcha para Jesus já acontece todos os anos em inúmeras cidades brasileiras e em várias partes do mundo, tendo sua origem em Londres, Inglaterra. Ele defendeu a aprovação da proposta.O projeto tramita em regime de prioridade e irá a sanção presidencial.


Fonte: Camara.gov.br

terça-feira, 9 de junho de 2009

MARCHA PARA JESUS 2009 EM JUNDIAI


Mais uma vez o povo do Senhor Jesus tem a chace de declarar o senhorio de Cristo na cidade de Jundiaí SP.

Dessa Vez a Marcha para JESUS acontecerá no dia 11 de julho (sábado) com concentração na Av. dos Ferroviários (em frente ao ponto verde), a partir das 14h.

O evento conta com a realização do Conselho de Pastores de Jundiaí, apoio e participação de todas as igrejas evangélicas de jundiaí.

Vamos mais uma vez declarar que Jundiaí pertence ao Senhor JESUS !!!

domingo, 24 de maio de 2009

Descobrindo a Vontade de DEUS






Muito se têm se falado a respeito de fazer-se a vontade de Deus; mas talvez, muitas pessoas, até mesmo há muitos anos dentro da igreja, provavelmente não o saibam...
Para conhecermos a vontade de DEUS para nossas vidas, precisamos primeiramente conhecer a DEUS.






Conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor; como a alva será a sua saída; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra. (Oséias 6:3).

Conhecer a DEUS não significa somente “saber quem Ele é” ou ouvir a respeito Dele, mas viver em comunhão com Ele; não se conhece alguém somente ouvindo falar à respeito desse alguém, mas vivendo juntamente, sabendo como ele é.

Com o ouvir dos meus ouvidos ouvi, mas agora te vêem os meus olhos (Jó 42:5).

O modo então de, não somente conhecermos a DEUS, mas descobrirmos a vontade Dele para nossas vidas é meditarmos na palavra de DEUS.

Não se aparte da tua boca o livro desta lei, antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme a tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e então prudentemente te conduzirás. (Josué 1:8), Toda a Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra (II Timóteo 3:16, 17).

Devemos, portanto ter em nossas vidas um constante desejo e sede pela presença Do Senhor em nossas vidas.

A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo, quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus?(Salmos 42:2).

Salmo de Davi quando estava no deserto de Judá. Ó DEUS, tu és o meu Deus; de madrugada te buscarei. A minha alma tem sede de ti; a minha carne te deseja muito em uma terra seca e cansada, onde não há água; (Salmos 63:1).

Estendo para ti as minhas mãos: a minha alma tem sede de ti, como terra sedenta. (Salmos 143:6).

Estejamos atentos às instruções do rei Davi para seu filho Salomão, para que esse conhecesse e buscasse a face do Senhor DEUS de seu pai todos os dias de sua vida.

E tu, meu filho Salomão, conhece o Deus de teu pai, e serve-o com um coração perfeito e com uma alma voluntária; porque esquadrinha o Senhor todos os corações, e entende todas as imaginações dos pensamentos. Se o buscares, será achado de ti; porém, se o deixares, rejeitar-te-á para sempre. (I Crônicas 28:9).

Qual é então a vontade de DEUS para nossas vidas?

Fala a toda a congregação dos filhos de Israel, e dize-lhes: Santos sereis, porque eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo. (Levítico 19:2).

Como podemos nós, (simples e meros seres humanos), fazermos a vontade de DEUS?

Tão-somente esforça-te e tem mui bom ânimo, para teres o cuidado de fazer conforme a toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; dela não te desvies, nem para a direita nem para a esquerda, para que prudentemente te conduzas por onde quer que andares. (Josué 1:7).

Com que me apresentarei ao Senhor, e me inclinarei ante o Deus Altíssimo? Virei perante ele com holocaustos? Com bezerros de um ano?
Agradar-se-á o Senhor de milhares de carneiros? De dez mil ribeiros de azeite? Darei o meu primogênito pela minha transgressão? O fruto do meu ventre pelo pecado da minha alma?
Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a beneficência, e andes humildemente com o teu Deus? (Miquéias 6:6 a 8).

Entreguemos, nossos corações à DEUS, pois Ele assim o quer,

Dá-me, filho meu, o teu coração, e os teus olhos observem os meus caminhos.(Provérbios 23:26).

Agindo assim verdadeiramente faremos a vontade de DEUS.

O Senhor te abençoe e te guarde; O Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti; O Senhor sobre ti levante o seu rosto, e te dê a paz. (Números 6:24, 25 e 26).



Sê tu uma bênção !!!


Pr. Valter Torquato




quinta-feira, 21 de maio de 2009

O que vem depois da lei de homofobia


UBE - BLOGAGEM COLETIVA



VOCÊ VAI PERMITIR?
(¿Usted lo permitirá?)


Pastor Hector Muñoz Uribe - Concepción/Chile


Tradução de João Cruzué


O que você diria se um homossexual entregasse a "teu" filho de oito anos um “manual” para convencê-lo de que suas condutas [homossexuais] são inteiramente normais? Que diria você se esse “manual” lhe inculcara que as condutas homossexuais não são aceitas por culpa da Igreja e da moral cristã que você tem ensinado?Que diria você, se soubesse que esse “manual” vem acompanhado de um cursos, que inclui algumas “tarefas” como fazer um convite para um homossexual vir a sala de aula para que explique suas próprias experiências, ou pior ainda, efetuar visitas a organizações de homossexuais, onde se lhe explicará com todos os detalhes como se deve “assumir” a homossexualidade?E, que diria você se o Ministério da Educação (do Chile) outorgasse um respaldo oficial a este “manual” dando-lhe boas vindas, como acaba de fazê-lo a chefe do Departamento de Educação Extracurricular do Ministério de Educação, Magdalena Garretón: “São muito bem-vindos os materiais para ensinar sobre este tema” (publicado no Jornal El Mercúrio em 28 de abril de 2009) ainda que o MEC – Chileno não o respalde?Tal situação não é uma mera possibilidade. Ao contrário, é muito provável que seu filho deva estudar o manual “Educando na diversidade, orientação sexual e identidade de gênero” editado pelo “Movimiento de liberación homossexual [do Chile] e financiado pelo governo socialista de Extremadura (Comunidade Autônoma da Espanha, cuja Capital é Mérida) e pelo “Movimiento homosexual Triángulo”, também da Espanha.Esse “manual” se destina, em uma primeira edição, a 250 colégios da Região Metropolitana de Santiago para crianças desde a 7ª séria do ensino fundamental até o 4º ano do ensino médio, além de oferecê-lo gratuitamente em página da WEB.Seu objetivo é acostumar aos meninos, e entre eles pode estar “teu” filho, com as condutas homossexuais, acabar com qualquer objeção de consciência a essas condutas e, por último, a quem já tenha sido pervertido por suas diretrizes, a “sair do armário” publicamente. Ou seja, uma apologia da homossexualidade.Mas este "manual" não fica apenas na teoria. Explica também a meninos e meninas que em seu "processo de auto-conhecimento" se deve destruir a "homo-transfobia-interiorizada", acabar com o recato e a vergonha sobre sua orientação sexual ou identidade de gênero.Em poucas palavras, isto significa que os ativistas homossexuais trataram de convencer a muitos meninos, que se encontram em uma fase de amadurecimento incipiente, de que são homossexuais sem sabê-lo, e que mais adiante se devem comportar como tais.Posteriormente lhes mostra, nesse processo de "auto-conhecimento", que poderão ter experiências "de intimidade com pares homossexuais ou transexuais e, finalmente, lhes recomenda, a "saída do armário", ou seja, que proclamem sem vergonha sua condição homossexual.Segundo o "manual", a principal culpada da discriminação aos homossexuais é a influência do cristianismo. Uma das religiões que consideram a homossexualidade com um pecado que atenta contra a moral e os bons costumes.O "manual" explica aos meninos que "o pecado é um conceito religioso que somente se baseia na Bíblia, em texto "não conclusivo".A consequência é que "teu" filho, na medida que se deixe induzir por ativistas homossexuais, se convencerá da "normalidade" de tais condutas, e terminará inevitavelmente rechaçando qualquer influência moral da religião, por crer que esta é a causadora de todas as discriminações.Toda esta incitação à imoralidade e instigação à apostasia da moral cristã está sendo financiada pela Junta de Extremadura do PSOE (partido político da Espanha) e pela fundação espanhola "Triángulo" de lésbicas e homossexuais para impor sobre o Chile o que hoje já é lei na Espanha: as uniões civis homossexuais e a adção de crianças por parte desses "casais".Mas o objetivo do Movimento de honossexuais (Movilh) é que o Ministério da Educação - 0 do Chile - incorpore o manual para lhe dar uma distribuição nacional. Segundo eles, o Movilh com esta publicação está "fazendo as vezes" do MEC-Chileno.Afirma o "Movilh" que há jovens que estão solicitando sua publicação em todas as nas províncias chilenas (de Arica a Punta Arenas) sem embargo, uma política educação sexual para estudantes via Ministério da Educação ( CNN Chile, 18 de abril, 2009)Isto é uma clara pressão para que o Governo do Chile "encampe" este manual como um texto educativo para todo o país. Tal eventualidade é bem provável, uma vez que o grande financiador das atividades do "Movilh" é precisamente o governo do Chile.Ademais, o próprio Ministério de Educação do Chile há deu as "boas-vindas" a este péssimo manual e no passado recomendou um livro de conteúdo muito semelhange que aconselhava aos meninos: "Faça contato com alguma pessoa homossexual que você conheça". Se puder, convide-a para conversar em seu curso no colégio" (Cambiando de Piel" - edição "La morada" 1997)Pense um pouco em "teu" filho, ou em "tua" netinha. Pense na pressão do ambiente desse curso, nas burlas e sanções, se se obstina em considerar que as condutas homossexuais são "intrisicamente desordenadas" ou simplesmente, um pecado, como sempre tem ensinado a Igreja cristã.Resistirá?Este "manual" é uma clara incitação à apostasia da moral cristã e da fé, e um curso de perversão sexual para as crianças; para seu filho e para sua filha e faz parte de uma campanha para descristianizar o Chile desde suas próprias raízes.E não pense que se você os matricular em um colégio cristão estarão a salvo desta influência. O "manual" foi redigido graças a uma "experiência piloto" realizada em vários colégios, entre os quais, o "Alma Matar" e o "Monsenhor Enrique Alvear", que dizem ter uma orientação católica.É necessário e urgente exercer uma presão sobre o Ministério da Educação para impedir que aqueles que pretendem dar um respaldo oficial a este "manual" tenham êxito. Se a Ministra da Educação não vir, de parte dos pais de família uma forte reação conrtra esta campanha de pervertimento de nostros filhos, poderá por ceder diante das pressões do movimento dos homossexuais.As declarações de boas-vindas da chefe do departamento de Educação Estracurricular do Ministério da Educação Chileno, Magdalena Garretón, a este material, são um claro indício de que se pretende aprovar oficialmente esta publicação.Por esta razão, é urgente que você faça chegar agora mesmo seu protesto a Senhora Ministra e re-envie este email a todos seus conhecidos. Envie agora mesmo seu protesto. Emails e cartas o mais que puder. Que o Chile se informe da verdadeira realidade.Email recebido do Pastor Hector Muñoz por João Cruzué, via Facebook.Original em espanhol: Blog Mirar CristianoComentário: precisa dizer mais alguma coisa? Hoje isto está acontecendo no Chile; amanhã, provavelmente, poderia acontecer no Brazil. Vejo uma Igreja cristã brasileira indiferente, desatenta e desmobilizada. Do outro lado, o exército dos "amalequitas" está formado. A Igreja não está levando em consideração o tamanho do mal que está por vir. Que suas lideranças acordem e comecem a se mexer dentro do exercício democrático. Tanto em oração quanto politicamente. Engana-se quem pensa que se a Lei da "homofobia" passar, o ativismo homossexual vai se arrefecer. Aí está o exemplo do Chile para que ninguém se deixe enganar. (João Cruzué).

quinta-feira, 23 de abril de 2009

A TEOLOGIA DA VERDADEIRA ADORAÇÃO


Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade. João 4:24

Já dizia Agostinho: “A dificuldade com este mundo, é que os homens adoram o que usam e usam o que adoram”.

Esta questão de adoração surge num contexto onde Jesus oferece a uma mulher a satisfação de sua alma. O mais interessante é que a sede daquela mulher era sede de adoração, desejo de adorar a Deus da maneira certa. Tão logo ela percebe que Jesus era um profeta, logo ela pergunta: “Nossos pais adoraram neste mundo e vós dizeis que é em Jerusalém que se deve adorar...”
O questionamento subliminal desta mulher era acerca de como adorar a Deus e onde fazê-lo. E neste cenário, Jesus introduz uma perfeita revelação acerca da verdadeira adoração. Chamaremos este ensino de a teologia da verdadeira adoração.

A teologia da verdadeira adoração baseia-se na Espiritualidade de Deus.

Antes de ensinar como adorar, Jesus ensina àquela mulher um atributo do caráter de Deus, entendido pela teologia como Espiritualidade de Deus. Isto é, Deus é Espírito e como Espírito conclui-se:

a) Que ele é Espírito, não podendo ser representado por forma humana, afinal, não possui corpo, nem forma física fugindo a qualquer representação que os homens possam querer dá-lo.
b) Sendo Espírito, Ele não está sujeito à matéria, nem aos condicionamentos humanos.
c) Como Espírito, Deus pertence à dimensão espiritual, o que se conclui que quem quiser adorar a Deus, deve fazê-lo na Dimensão Dele.

O que a teologia da Espiritualidade de Deus nos ensina sobre adoração.

1o Que quem adora a Deus, deve fazê-lo na dimensão de Deus.

a) Isto implica numa adoração sem formalismo, sem métodos, mas com espontaneidade, voluntariamente como fruto do coração. Uma adoração sem reservas, sem parâmetros humanos. Não em forma de liturgia desvirtuada de adoração íntima como a Pseudo-adoração de Israel. (Isaías 1:11-17).

2o É uma adoração que se pode ser feita por nascidos do Espírito. João 3:8

As características das pessoas nascidas do Espírito são:

a) Reconhecer a liberdade do Espírito. “O vento sopra onde quer”. Não onde queremos.
b) Viver com a alma aberta ao mover de Deus, sem presunções, sem querer determinar a maneira de Deus agir. “Não sabes donde vens, nem para onde vai”.
O adorador não tenta definir Deus, esquadrinhá-lo, mas apenas adora. A verdadeiro adorador não está buscando explicações sobre Deus, está buscando adorá-lo.
Uma corrente nos dias de hoje tenta fazer de Deus um ídolo que pode ser manipulado sobre a forma de uma pretensa adoração.

Sabendo que Ele é Espírito, devemos adorá-lo em Espírito e em Verdade.

Depois de ensinar um pouco da natureza daquele que se deve adorar, Jesus começa a ensinar como adorá-lo. E como adorá-lo?

1o Devemos adorá-lo em espírito

Antropologicamente, o homem se constitui de duas partes, a material e a espiritual. Com a material acontece a comunicação com o mundo exterior e na parte espiritual, acontece a comunicação com o mundo espiritual. Portanto, adorar a Deus em espírito seria;
a) Adorá-lo na intimidade e profundidade do ser. Adoração apenas exterior não é adoração.
b) É adorá-lo sem a dimensão carnal dos que adoram sem sinceridade e retidão de coração.
A historia de Caim e Abel é um exemplo disto, veja:
· Caim dizia adorar a Deus, mas sua vida não lhe agradava.
· Caim com sua adoração queria comprar o favor divino. Ofertava-se para agradecer e pedir a bênção.
· Caim ia adorar, mas não dominava o pecado. Gênesis 4:7.
· Caim prestava adoração mais odiava o seu irmão.
c) Só os nascidos de novo adoram em espírito, por que esta condição só é aprendida por aqueles cujo Espírito de Deus lhes habita o espírito. O Espírito Santo no crente o ensina a adorar em espírito. Ex. Paulo e Silas na prisão.


2o Devemos adorá-lo em verdade.

Entendemos este texto sobre duas perspectivas:
A) Adorá-lo em Verdade, ou seja, em Cristo. João 14:6

· Sem o cerimonialismo e formalismo judaico.
· Sem o misticismo samaritano.Que espiritualizava Gerizim, como alguns crentes de nossos dias. Mistificando igrejas e buscando o místico exageradamente e sem bíblia.
· Enfim, adorá-lo na verdade é adorá-lo na fé em Cristo.
B) Adorá-lo em Verdade, ou seja, na Palavra. João 17:17.


Como a bíblia ensina adorá-lo na Palavra.

· Sendo santificado na Palavra
· Amando e obedecendo a Palavra
· A adoração na Palavra tem vários sentidos, veja:
· Como ato de se prostrar. Apocalipse 5:14
· Como ato de ensinar a Palavra. Mateus 15:9
· Como ato de orar e jejuar. Lucas 2:37
· Como um estado de espírito. João 4:24
· Como entoação de poemas para Deus. Salmos 47:6
· Como o entoar de hinos e palavras de exaltação a Deus. Salmos 149:6

A palavra nos ensina a adorar, e a verdade da adoração.


Concluímos dizendo que as formas de adoração de muitas comunidades evangélicas têm entristecido a Deus ao invés de adorá-lo. Nunca podemos esquecer do caráter de nosso Deus ao adorá-lo, pois adorá-lo em espírito e em verdade, deve ser a inspiração de sua natureza em nós.

A Centralidade da Pregação da Palavra no Culto


Dentro da visão Reformada, a Palavra de Deus ocupa o lugar central do Culto, visto que é através dela que Deus nos fala.1 Deus se dignou em revelar a Si mesmo como Palavra e através da Palavra: “No princípio era o Verbo” (Jo 1.1). “No princípio, não era a música, nem o teatro. Deus identifica seu Filho, que é Deus, com a Palavra. Isso é tremendamente importante”.2 “Um dos objetivos do sermão, sem dúvida, o mais elevado, deve ser a adoração de Deus e a exaltação do seu nome.”3
A pregação não deve ser rejeitada (1Ts 5.19-21); ela deve ser entendida como a Palavra de Deus para nós; recusá-la é o mesmo que rejeitar o Espírito (1Ts 4.8).4 O mundo por sua vez, deseja ansiosamente ouvir, porém, não a Palavra de Deus (1Jo 4.5). Como há falsos pregadores e falsos mestres, é necessário “provar” o que está sendo proclamado para ver se o seu conteúdo se coaduna com a Palavra de Deus (At 17.11,12/1Jo 4.1-6). No entanto, neste período de grandes e graves transformações, torna-se evidente que os homens, de forma cada vez mais veemente, querem ouvir mais o reflexo de seus desejos e pensamentos, a homologação de suas práticas. Assim sendo, a palavra que deveria ser profética, tende com demasiada freqüência – mesmo assinando o seu obituário –, a se tornar apenas algo apetecível ao “público alvo”, aos seus valores e devaneios, ou, então, nós pregadores, somos tentados a usar de nossa “eloqüência” para compartilhar generalidades da semana, sempre, é claro, com uma alusão bíblica aqui ou ali, para justificar a nossa “pregação”; o fato é que uma geração incrédula é sempre acintosamente crítica para com a palavra profética. 5

1. Os Oráculos de Deus:
À Igreja foi confiada a Palavra de Deus, a qual ela deve preservar em seus ensinamentos e prática (Rm 3.2; 1Tm 3.15). Calvino entendia que “a verdade, porém, só é preservada no mundo através do ministério da Igreja. Daí, que peso de responsabilidade repousa sobre os pastores, a quem se tem confiado o encargo de um tesouro tão inestimável!”.6 Portanto, “um bom pastor deve estar sempre alerta para que seu silêncio não propicie a invasão de doutrinas ímpias e danosas, e ainda propicie aos perversos uma irrefreada oportunidade de difundi-las.”7 Daí, a fidelidade inarredável à Palavra que deve ter o ministro: “Quão arriscado é afastar-se, mesmo que seja um fio de cabelo da doutrina. (...) Em razão da fragilidade da carne, somos excessivamente inclinados a cair, e o resultado é que Satanás pela instrumentalidade de seus ministros, pronta e facilmente destrói o que os mestres piedosos constroem com grande e penoso labor.”8 Em outro lugar, comentando Gálatas 5.9, insiste: “Essa cláusula os adverte de quão danosa é a corrupção da doutrina, para que cuidassem de não negligenciá-la (como é costumeiro) como se fosse algo de pouco ou nenhum risco. Satanás entra em ação com astúcia, e obviamente não destrói o evangelho em sua totalidade, senão que macula sua pureza com opiniões falsas e corruptas. Muitos não levam em conta a gravidade do mal, e por isso fazem uma resistência menos radical. (...) Devemos ser muito cautelosos, não permitindo que algo (estranho) seja adicionado à íntegra doutrina do Evangelho.”9 Escrevendo a Cranmer (jul/1552?) diz: “A sã doutrina certamente jamais prevalecerá, até que as igrejas sejam melhor providas de pastores qualificados que possam desempenhar com seriedade o ofício de pastor.”10 Por isso, “É quase impossível exagerar o volume de prejuízo causado pela pregação hipócrita, cujo único alvo é a ostentação e o espetáculo vazio.”11

2. O Profeta Amós e a Religiosidade Estereotipada:

Recordemos um pouco o caso do Amós. O profeta Amós localiza bem o período de sua mensagem, indicando o reinado de Uzias em Judá e Jeroboão II em Israel. Uzias começou a reinar no ano 27 de Jeroboão (2Rs 15.1). Jeroboão reinou 41 anos (2Rs 14.23). Amós viveu num período de grande riqueza e, ao mesmo tempo imoralidade. Jeroboão conseguira restaurar as fronteiras do Reino do Norte; havia riqueza e abundância no seu reino, resultantes dos despojos de guerra e de negócios vantajosos feitos com Damasco e com principados ao norte e ao nordeste. Contudo, juntamente com a prosperidade – da qual a classe baixa não participou em nada –, havia um materialismo dominante, caracterizando-se pela exploração dos pobres e imoralidade, tentando aplacar a ira de Deus com cerimoniais vazios.12
A mensagem de Deus através do profeta é destinada mais especificamente ao Reino Norte, com capital em Samaria, comumente chamado de Israel (Am 7.11/1.1). Ela foi proferida pelo menos dois anos antes da sua redação; agora, após o terremoto predito, ele relembra o que aconteceu e mostra o que ainda está por vir. (Am 1.1; 2.13; 7.10; 8.8/Zc 14.5). O seu Livro foi escrito por volta do ano 760-755 a.C. A sua mensagem é um lamento pela situação do povo (Am 5.1-2). A métrica utilizada em seu registro, própria dos cantos fúnebres, testemunha a tristeza do poeta diante da mensagem que leva ao povo.13 Amós era um homem simples, do campo, cuidava de bois e colhia sicômoros14 (Am 1.1/7.14). Vivia em Tecoa, que ficava a 10 km ao sul de Belém, sendo uma região de pastoreio, privilegiada por montanhas com uma altitude de 850 metros.
Deus está profundamente aborrecido com o seu povo eleito; por isso o disciplinaria (Am 3.1-2). Amós descreve de forma vívida a situação de Judá e, principalmente de Israel. O ponto capital da questão estava no fato de que eles rejeitaram a Lei de Deus e não guardaram os Seus Estatutos; portanto não agiam retamente; transformaram a mensagem de Deus em algo amargo, atirando-a ao chão (Am 5.7/6.12): “... rejeitaram a lei do Senhor, e não guardaram os seus estatutos, antes as suas próprias mentiras os enganaram, e após elas andaram seus pais” (Am 2.4). “... Israel não sabe fazer o que é reto, diz o Senhor, e entesoura nos seus castelos a violência e a devastação” (Am 3.10).
Como resultado da desobediência à Lei de Deus, todas as relações estão transtornadas, marcadas pelo domínio do pecado:

a) Vida Familiar: Imoralidade: Pai e filho coabitando com a mesma mulher (Am 2.7).

b) Vida Social, Política e Econômica:
1) Juizes corruptos: Am 2.6-7; 5.12.
2) Injustiça de todo tipo: Am 5.7; 6.12.
3) Opressão: Am 3.9; 4.1/8.4-6; 5.11-12.
4) Exploração dos pobres: Am 5.11-12; 8.4-6.
5) Insensibilidade para com o sofrimento alheio: Am 4.1; 6.6.

c) Vida Religiosa:
1) As ofertas eram apenas mecânicas; não alteravam em nada o seu comportamento; eles apenas gostavam do ritual: Am 4.4-5.
2) Aborreciam a instrução: Am 5.10.
Aqui, vem o ponto capital: Não queriam ouvir a Palavra de Deus; para tanto procuravam corromper os mensageiros de Deus (Am 2.11-12; 5.10/ 7.14-16.). A Mensagem profética era entendida como conspiração (Am 7.10). O trágico de tudo isso, é que a mensagem que eles não queriam ouvir era justamente a que poderia salvá-los, porque Deus lhes falava através do profeta; no entanto, eles não queriam que este profetizasse: “Certamente o Senhor Deus não fará cousa alguma, sem primeiro revelar o seu segredo aos seus servos, os profetas” (Am 3.7). “Aborreceis na porta ao que vos repreende, e abominais o que lhe fala sinceramente” (Am 5.10).
Amós, fiel ao seu chamado, testemunha contra a tentativa do povo em silenciá-lo: “Mas o Senhor me tirou de após o gado, e me disse: Vai e profetiza ao meu povo Israel. Ora, pois, ouve a palavra do Senhor: Tu dizes: Não profetizarás contra Israel, nem falarás contra a casa de Isaque” (Am 7.15-16) (Ver Am 2.12).
Enquanto o povo não ouvia o profeta, alimentava-se de mentiras: (Am 2.4). Deus aponta para a insensibilidade espiritual do povo em se converter a Ele: (Do mesmo modo Ageu 1.9-11):

a) Fome não adiantou: Am 4.6.
b) Seca não adiantou: Am 4.7-8.
c) Praga não adiantou: Am 4.9.
d) Peste não adiantou: Am 4.10.
e) Catástrofe não adiantou: Am 4.11.
Deus diz que puniria o seu povo (Am 3.2,14); o abandonaria (Am 6.8). Ele não era subornável mediante cultos mecânicos que não alteravam em nada o seu comportamento; o povo apenas gostava do ritual (Am 4.4-5 5.21-23; Mq 6.6-8; Os 6.6/1Sm 15.22; Os 8.13).
O ritualismo vazio pode ser ilustrado na vida de Israel. Os povos costumam ter seus lugares sagrados, marcos de grandes acontecimentos ou da existência de grandes personagens. Para lá se dirigem objetivando prestar seu culto ou mesmo buscar inspiração. O povo de Israel também tinha esta prática; o livro de Amós nos fala de três lugares (Am 5.1-6):
a) Betel: Jacó teve uma visão de Deus e conclui dizendo que Deus estava naquele lugar (Gn 28.16). Aqui, Jacó saiu com uma nova perspectiva de vida amparada na promessa de Deus (Gn 28.13-15). Mais tarde, Jacó foi a Betel lembrando-se de que Deus se revelara a ele anteriormente (Gn 35.7) e agora, teve uma nova experiência; Deus lhe falara (Gn 35.15), mudou seu nome; ele já não mais se chamaria Jacó mas Israel (Gn 35.10). – Betel significava a presença de Deus e o Seu poder renovador.
b) Gilgal: Josué erigiu um monumento com doze pedras após atravessar a pé enxuto o rio Jordão. Também ali, os homens que nasceram no deserto foram circuncidados e o povo participou da páscoa (Js 4 e 5) – “Gilgal era o santuário que proclamava a herança e a posse da terra prometida de acordo com a vontade de Deus.”15
c) Berseba: Abraão fez aliança com Abimeleque e invocou o nome do Senhor. Abimeleque disse a Abraão: “Deus é contigo em tudo o que fazes” (Gn 21.22) – A Bênção de Deus.
Deus não deseja que o povo procure mecanicamente os lugares de culto, por eles mesmos corrompidos (Am 5.5/4.4), mas que O busque, para que tenham vida (Am 5.6). Buscar a Deus é o oposto a meras peregrinações a lugares sagrados, a santuários como em Betel, Gilgal ou Berseba (Am 3.14; 4.4-5; 8.14); estes santuários juntamente com o povo estavam sob julgamento.
Por causa de seus pecados, Israel seria destruído (Am 3.11-12; 5.3; 6.16), sendo levado cativo (Am 4.2-3; 6.7; 7.11,17). Israel deve se preparar para se encontrar com o Senhor, e prestar contas a Ele (Am 4.12-13). No entanto, a mensagem de Deus permanecia até o último instante conclamando o povo a uma atitude de arrependimento e de busca de Deus. A única solução para Israel estava na proclamação de Amós: “Buscai ao Senhor e vivei” (Am 5.6).
É necessário que não permitamos que uma religiosidade estereotipada caracterize a nossa vida; Deus deseja não que cumpramos simplesmente rituais; Ele quer que O busquemos. Os ritos só têm valor quando realizados conforme a Palavra e com sinceridade. A nossa única chance real de salvação é buscar a Deus.
Como vimos, o povo não queria saber da mensagem profética. No século XIX, Spurgeon, comentando sobre a relevância do sermão na adoração, escreve: “Ouvir corretamente o evangelho é uma das partes mais nobres da adoração ao Altíssimo. É um exercício mental em que, quando corretamente praticado; todas as faculdades do homem espiritual são chamadas à realização de atos de devoção. Ouvir reverentemente a Palavra exercita a nossa humildade, instrui a nossa fé, engolfa-nos em raios de fulgente alegria, inflama-nos de amor, inspira-nos zelo, e nos eleva até o céu”. 16

3. Fidelidade X Popularidade:
No Livro de Amós vemos exemplificado o desprezo à profecia e, ao mesmo tempo, a fidelidade do profeta. Parece-me, no entanto, correto o comentário de Vincent quando declara que “A demanda gera o suprimento. Os ouvintes convidam e moldam os seus próprios pregadores. Se as pessoas desejam um bezerro para adorar, o ministro que fabrica bezerros logo é encontrado”.17 É preciso atenção redobrada para não cairmos nesta armadilha já que não é difícil confundir os efeitos de uma mensagem com o conteúdo do que anunciamos: a pregação deve ser avaliada pelo seu conteúdo; não pelos seus supostos resultados. Esse assunto está ligado à vertente relacionada ao crescimento de igreja. Iain Murray está correto ao afirmar: “O crescimento espiritual na graça de Cristo vem em primeiro lugar. Onde esse crescimento é menosprezado em troca da busca de resultados, pode haver sucesso, mas será de pouca duração e, no final, diminuirá a eficácia genuína da Igreja. A dependência de número de membros ou a preocupação com números freqüentemente tem se confirmado como uma armadilha para a igreja”.18
A confusão entre conteúdo e resultado é fácil de ser feita porque, como acentua MacArthur: “O pregador que traz a mensagem que mais necessitam ouvir é aquele que eles menos gostam de ouvir”.19 Portanto, a popularidade pode em muitos casos, ser um atestado da infidelidade do pregador na transmissão da voz profética. Lembremo-nos: “Toda a tarefa do ministro fiel gira em torno da Palavra de Deus – guardá-la, estudá-la e proclamá-la”.20 e: “Ninguém pode pregar com poder sobrenatural, se não pregar a Palavra de Deus.”21 Quanto mais confiarmos no poder de Deus operante através da Palavra, menos estaremos dispostos a confiar em nossa suposta capacidade. A nossa oratória pode e certamente não é totalmente adequada; no entanto, a Palavra que pregamos, jamais será ineficaz no seu propósito. Neste sentido, escreveu Chapell: “Quando os pregadores percebem o poder que a Palavra possui, a confiança em seu chamado cresce, da mesma forma que o orgulho em seu desempenho murcha. Não precisamos temer nossa ineficácia quando falamos das verdades que Deus revestiu de poder para a realização dos seus propósitos. Ao mesmo tempo, trabalhar como se nossos talentos fossem os responsáveis pela transformação espiritual, torna-nos semelhantes a um mensageiro que reivindicava mérito por ter posto fim à guerra, por haver ele entregue a declaração escrita de paz. O mensageiro tem uma nobre tarefa a realizar, mas porá em risco sua missão e depreciará o verdadeiro vitorioso se atribuir a si, façanhas pessoais. Mérito, honra e glória com relação aos efeitos da pregação pertencem apenas a Cristo, pois somente a Palavra produz renovação espiritual.”22
Lembremo-nos de que o pregador não “compartilha” opiniões nem dá suas “opiniões” sobre o texto bíblico, nem faz uma paráfrase irreverente do texto, antes, ele prega a Palavra. O seu objetivo é expressar o que Deus disse através de seus servos. Pregar é explicar e aplicar a Palavra aos nossos ouvintes. O aval de Deus não é sobre nossas teorias e escolhas, muito menos sobre a “graça” de nossas piadas, mas sobre a Sua Palavra. Portanto, o pregador prega o texto, de onde provém a verdade de Deus para o Seu povo.
No final, quando Cristo retornar, certamente Ele não se interessará pela nossa escola homilética ou, se fomos “progressistas” ou “conservadores” mas sim, se fomos fiéis à Palavra em nossa vida e pregação.
Insistimos: devemos estar sinceramente atentos ao que o Espírito diz à Igreja através da Palavra, a fim de praticar os Seus ensinamentos. E isto é válido tanto para quem ouve como para quem prega...
Por outro lado, aquele que prega deve ter consciência de que o púlpito não é o lugar para se exercitar as opiniões pessoais e subjetivas, mas sim, para pregar a Palavra, anunciando todo o desígnio de Deus, sob a iluminação do Espírito. Alexander R. Vinet (1797-1847) definiu bem a pregação, ao dizer ser ela “a explicação da Palavra de Deus, a exposição das verdades cristãs, e a aplicação dessas verdades ao nosso rebanho.”23 Sem a Palavra, o púlpito torna-se um lugar que no máximo serve como terapia para aliviar as tensões de um auditório cansado e ansioso em busca de alívio para as suas necessidades mais imediatamente percebidas. Ele pode conseguir o alívio do sintoma, mas não a cura para as suas reais necessidades.
Uma outra verdade que precisa ser ressaltada, é que apesar de muitos de nós não sermos “grandes” pregadores24 ou existirem pregadores infiéis, Deus fala: A Palavra de Deus é mais poderosa do que a nossa incompetência ou a infidelidade de outros. Por isso, há a responsabilidade de ambos os lados: Quem prega, pregue a Palavra; quem ouve, ouça com discernimento a Palavra do Espírito de Deus. Recentemente li Chapell dizendo: “Os esforços pessoais dos maiores pregadores são ainda demasiado fracos e manchados pelo pecado para serem responsáveis pelo destino eterno das pessoas. Por essa razão Deus infunde sua Palavra com poder espiritual. A eficácia da mensagem, mais que qualquer virtude do mensageiro, transforma corações.”25 À frente: “A glória da pregação é que Deus realiza sua vontade por intermédio dela, mas somos sempre humilhados e ocasionalmente confortados com o conhecimento de que Ele age além das nossas limitações humanas.”26 Ainda: “Pode ser que você jamais ouça elogios do mundo, ou seja pastor de uma igreja com milhares de membros, mas uma vida de piedade associada a uma clara explanação da graça salvadora e santificadora da Escritura garantem o poder do Espírito para a glória de Deus.”27
Devemos ter sempre em mente que a pregação foi o meio deliberadamente escolhido por Deus para transformar pessoas e edificar o Seu povo, preservando a sã doutrina através da Igreja que é o baluarte da verdade.28

Conclusão:
A pregação é uma tarefa de ínterim; ela ocorre num locus temporal: entre a realidade histórica do Cristo encarnado e a volta do Cristo glorificado e, é nesta condição que ela se realiza e se desenvolve.29 A Igreja prega a Palavra cumprindo assim o seu ministério ordenado pelo próprio Deus; para tanto ela se prepara da melhor forma possível, usando de todos os recursos disponíveis que se harmonizem com os princípios bíblicos, recorrendo de modo indispensável ao auxílio do Espírito na concretização de sua missão.

1 Vejam-se: Segunda Confissão Helvética, XXIII, § 5.220; Confissão de Westminster, 21.5; João Calvino, As Institutas, IV.1.5.
2 John Piper, O Lugar da Pregação na Adoração: In: Fé para Hoje, São José dos Campos, SP., Fiel, nº 11, 2001, p. 20. “O sermão tem um lugar central no culto reformado”.[Walter L. Liefeld, Exposição do Novo Testamento: do texto ao sermão, São Paulo, Vida Nova, 1985, p. 22].
3 Walter L. Liefeld, Exposição do Novo Testamento: do texto ao sermão, São Paulo, Vida Nova, 1985, p. 22.
4 Vd. J. Calvino, As Institutas, I.9.3.
5 Vd. D. Martyn Lloyd-Jones, Do Temor à Fé, Miami, Vida, 1985, p. 46-47.
6 João Calvino, As Pastorais, (1Tm 3.15), p. 97. Ver também: João Calvino, As Pastorais, (1Tm 3.15), p. 97-98; (Tt 1.9); p. 313; João Calvino, Efésios, São Paulo, Paracletos, 1998, (Ef 4.12), p. 124-125; As Institutas, IV.1.5; IV.3.11; David M. Lloyd-Jones, A Unidade Cristã, São Paulo, PES., 1994, p. 167.
7 João Calvino, As Pastorais, (Tt 1.11), p. 316.
8 J. Calvino, As Pastorais, (Tt 1.11), p. 317.
9 João Calvino, Gálatas, São Paulo, Paracletos, 1998, (Gl 5.9), p. 158-159.
10 Calvin to Cranmer, Letter 18. In: John Calvin Collection, The AGES Digital Library, 1998. Do mesmo modo, Letters of John Calvin, Selected from the Bonnet Edition, Carlisle, Pennsylvania, The Banner of Truth Trust, 1980, p. 141-142.
11 João Calvino, As Pastorais, (1Tm 6.3), p. 164.
12 Cf. G. Archer Jr. Merece Confiança o Antigo Testamento, São Paulo, Vida Nova, 1974, p. 358-359.
13 Ver: J.A. Motyer, O Dia do Leão: A Mensagem de Amós, São Paulo, ABU Editora, 1984, p. 100-101.
14 Sicômoros, “ou figueiras bravas, uma árvore donde se extraía um tipo de seiva, ao serem feitas incisões na época certa, quando então essa seiva formaria um tipo de bola endurecida que os pobres compravam como frutas”.(G. Archer Jr. Merece Confiança o Antigo Testamento, p. 358).
15 J.A. Motyer, O Dia do Leão: A Mensagem de Amós, p. 100.
16 Charles H. Spurgeon, Lições aos Meus Alunos, São Paulo, PES., 1982, Vol. 2, p. 64.
17 Marvin R. Vincent, Word Studies in the New Testament, Peabody, MA., Hendrickson Publishers, [s.d.], Vol. 4, (2Tm 4.3), p. 321.
18 Iain Murray, A Igreja: Crescimento e Sucesso: In: Fé para Hoje, São José dos Campos, SP., Fiel, nº 6, 2000, p. 27.
19 John F. MacArthur Jr., Com Vergonha do Evangelho, São José dos Campos, SP., Fiel, 1997, p. 35. Packer faz uma pergunta inquietante: “Costumamos lamentar, hoje em dia, que os ministros não sabem pregar; mas não é igualmente verdadeiro que nossas congregações não sabem ouvir.” (J.I. Packer, Entre os Gigantes de Deus: Uma visão puritana da vida cristã, São José dos Campos, SP., FIEL, 1996, p. 275).
20 John F. MacArthur Jr., Com Vergonha do Evangelho, p. 29.
21 John F. MacArthur Jr., Com Vergonha do Evangelho, p. 30.
22Bryan Chapell, Pregação Cristocêntrica, São Paulo, Editora Cultura Cristã, 2002, p. 22.
23 A.R. Vinet, Pastoral Theology: or, The Theory of the Evangelical Ministry, 2ª ed. New York, Ivison, Blakeman, Taylor & Co. 1874, p. 189.
24 É-nos alentadora a observação de Spurgeon: “O pregador do evangelho pode não ser um bom pregador. Mas o Senhor fala aos pecadores mesmo por meio de pregadores incultos.” (C.H. Spurgeon, Sermões Sobre a Salvação, São Paulo, Publicações Evangélicas Selecionadas, 1992, p. 46). Do mesmo modo, Chapell: “Grandes dons não o tornam grande pregador. A excelência técnica da mensagem pode repousar nas suas habilidades, mas a eficácia espiritual da sua mensagem reside em Deus.” (Bryan Chapell, Pregação Cristocêntrica, p. 25).
25 Bryan Chapell, Pregação Cristocêntrica, p. 18. À frente continua: “Pregação que é fiel à Escritura converte, convence e amolda o espírito de homens e mulheres, pois ela apresenta o instrumento da compulsão divina, e não que pregadores tenham em si mesmos qualquer poder transformador”.(Bryan Chapell, Pregação Cristocêntrica, p. 19).
26 Bryan Chapell, Pregação Cristocêntrica, p. 25.
27Bryan Chapell, Pregação Cristocêntrica, p. 33.
28 MacArthur acentua com veemência em lugares diferentes: “.... Não ousemos menosprezar o principal instrumento de evangelismo: a proclamação direta e cristocêntrica da genuína Palavra de Deus. Aqueles que trocam a Palavra por entretenimento ou artifícios descobrirão que não possuem um meio eficaz de alcançar as pessoas com a verdade de Cristo.” (John F. MacArthur Jr., Com Vergonha do Evangelho, p. 117-118). “Os que desejam colocar a dramatização, a música e outros meios mais sutis no lugar da pregação deveriam levar em conta o seguinte: Deus, intencionalmente, escolheu uma mensagem e uma metodologia que a sabedoria deste mundo considera como loucura. O termo grego traduzido por ‘loucura’ [1Co 1.21] é mõria, de onde o idioma inglês tira a sua palavra moronic (imbecil). O instrumento que Deus utiliza para realizar a salvação é, literalmente, imbecil aos olhos da sabedoria humana. Mas é a única estratégia de Deus para proclamar a mensagem.” (Ibidem., p. 130).
29 Anthony A. Hoekema, observou que: “O período entre a primeira e a segunda vinda de Cristo é a era missionária por excelência. Este é o tempo da graça, um tempo em que Deus convida e insta com todos os homens para serem salvos”.(A.A. Hoekema, A Bíblia e o Futuro, São Paulo, Casa Editora Presbiteriana, 1989, p. 187).

terça-feira, 17 de março de 2009

A Teologia da Esperança de Jurgen Moltmann


Da fraqueza ele tirou força... A teologia da esperança de Jurgen Moltmann
(Suzel Tunes)

“Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desanimados; perseguidos, porém não desamparados; abatidos, porém não destruídos... “2 Coríntios 4.8-9.
Diante de Deus e dos homens e mulheres por Ele criados, diante do Amor Divino por todas as pessoas que sofrem no mundo, nós simplesmente não temos o direito de desistir. Este foi, para mim, o sentimento mais profundo deixado pela visita do teólogo alemão Jürgen Moltmann ao Brasil, o mundialmente conhecido autor da obra “Teologia da Esperança”. Após uma entrevista coletiva e duas palestras com o teólogo de 82 anos de idade e muitos anos de uma teologia vivida na prática da justiça e do amor de Deus, muitas palavras poderiam ser ditas. Cada pessoa presente na Semana de Estudos Teológicos promovida pela Universidade Metodista pode ter trazido consigo uma nova idéia, um novo sentimento, um novo aprendizado nascido das palestras do convidado especial e dos grandes teólogos que com ele dialogaram: Rui Josgrilberg, Jung Mo Sung, Milton Schwantes e Oscar Beozzo. Foi uma verdadeira festa para a mente e o coração dos que buscam alimentar a esperança.
“Uma Igreja que pensa apenas em salvar almas e se desconecta da realidade não tem futuro, só tem passado”, disse Moltmann na entrevista coletiva. Mas o que os cristãos e cristãs podem fazer diante de um cenário religioso marcado pela alienação, pelo individualismo e pela intolerância? – perguntei. “Levantar e lutar!” -- foi a resposta incisiva, mas dita com um sorriso simpático. Aprendi com Moltmann que a resistência é fruto da esperança. E a resignação é um sinal de morte, e fruto do pecado. Pecado? Sim, Moltmann associa apatia ao pecado pois para ele, o pecado não é simplesmente uma falha moral, mas o distanciamento do Deus da Vida – é, portanto, a morte em vida. “Uma pessoa pode se tornar tão apática e indiferente que não é mais capaz de sentir nada: nem alegria, nem dor. Então não se vive mais, torna-se como que um morto-vivo”. Recordando um ensinamento de Cristo, pecado não é apenas o mal que fazemos, mas o bem que deixamos de fazer, diz ele. Portanto, é também, a “indolência do coração”, a “tristeza dos sentidos”, a apatia que nos torna mortos vivos incapazes de praticar o bem. Ele disse: “Deus espera muito de nós, mas confiamos pouco em nós mesmos”.
Para o teólogo, muitos milagres estão ocorrendo em nossos dias. O fim do stalinismo, o fim do apartheid, a queda das ditaduras na América Latina e, nesse momento, o fracasso do modelo capitalista neoliberal. Ele espera que, agora, o mundo seja capaz de desenvolver um capitalismo social no qual o Estado esteja mais presente na regulamentação dos processos econômicos e sociais. “Estamos na Alemanha tentando desenvolver uma economia de mercado social e ecológica, a fim de que o mercado seja mais humano – e não que o ser humano seja sacrificado ao mercado”, diz ele. “Há muitas oportunidades para desenvolver um mundo mais justo e mais livre. E os cristãos podem contribuir muito para isso”. Só que a maioria dos cristãos está esperando o céu, não um mundo de justiça, lamenta Moltmann. “A maioria das pessoas acredita que ser espiritual é apenas orar. Sim, nós devemos orar e ficar atentos. Em vez de fecharmos os olhos, abri-los à realidade”.
O que ele chama de realidade consiste em realidade e potencialidade. O que vivemos hoje traz embutido um futuro de possibilidades. O presente é a linha limítrofe na qual as possibilidades se realizam – ou são desprezadas. E isso depende de nós. Mas, como percebemos as nossas possibilidades? Segundo o teólogo, pela nossa capacidade criativa, imaginação, coragem e esperança. “Para viver com esperança é preciso desenvolver o senso de possibilidade. Então podemos transcender nossa realidade e alcançar o reino das possibilidades”. Ele lembra que as promessas divinas entram constantemente em contradição com a realidade vivida. Mas depois da cruz, vem a ressurreição. “A esperança cristã não é otimismo. A esperança nos conforta e nos habilita a resistir. Não capitularmos, mas nos mantermos de pé. Nos mantermos insatisfeitos e inquietos com o mundo injusto”.
Se a apatia é sinal de morte e fruto do pecado, é na esperança que a razão humana encontra o despertar dos sentidos. “Assim como na experiência de uma grande tristeza nossos sentidos se apagam e não podemos mais ver qualquer cor, ouvir nenhum tom e perceber o paladar, parecendo mortos-vivos, assim também se abrem os nossos sentidos novamente quando respiramos o amor de Deus. Nós vemos de novo este mundo multicolorido, nós ouvimos novamente melodias, recuperamos nosso paladar e todos os sentimentos. Somos tomados por uma grande aceitação da vida, aceitação do Espírito vital divino”, diz Moltmann.
Para o desenvolvimento desta nova vida, precisamos nos movimentar em Deus e precisamos que Deus more em nós. Essa morada de Deus na terra é promessa bíblica, descrita no Apocalipse por meio da imagem da “Jerusalém divina” que desce sobre a terra. “Por conta dessa “Shechinah” de Deus, tudo precisa ser recriado e preparado. Então serão enxugadas todas as lágrimas, o sofrimento e pranto vão passar e a morte não existirá mais” (Ap.21.5). Mas Moltmann disse também, citando 2 Pedro 3.12, que devemos “aguardar e apressar” o futuro de Deus. Aguardar é não se conformar às condições de injustiça e não reconhecer as forças daquilo que é factual. “Aguardar significa nunca se resignar, nem entregar-se a si mesmo”. E apressar é superar a realidade presente e antecipar o futuro do novo mundo de Deus exercendo a justiça concretamente no cotidiano.
Em seu comentário, o professor Jung Mo Sung, coordenador do Programa de Pós Graduação da Umesp, disse, emocionado, que shechinah era o conceito que o teólogo Hugo Assmann vinha estudando em seus últimos dias de vida. “É a mística de Deus que faz morada em nós. Deus é aquele que habita nas tendas, não em templos ou em grandes palácios revolucionários. É um Deus que não tem morada fixa, mas habita conosco”.
Uma teologia vivida
A segunda palestra de Moltmann, na manhã de sexta (31/10) teve como introdução a leitura do belíssimo texto bíblico que começa em Hebreus, capítulo 11, versículo 30, e segue até o versículo 3 do capítulo 12. Lendo este texto, fica mais fácil entender a teologia da esperança de Jürgen Moltmann. Destaco três versículos:
Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus. Considerai, pois, atentamente, aquele que suportou tamanha oposição dos pecadores contra si mesmo, para que não vos fatigueis, desmaiando em vossa alma. Hb 12.1-3
A palestra da manhã foi um testemunho de vida e fé. Da vida de um menino de 16 anos que foi tirado da sala de aula para combater na II Guerra Mundial e viu seu colega ser esfacelado por uma bomba. Da fé de um jovem que descobriu no Cristo Crucificado o amigo que entendia o seu próprio sofrimento e o resgatou da morte para a Vida.
Moltmann viu sua cidade natal, Hamburgo, ser incendiada. Foi prisioneiro de guerra de 1945 a 1948. No sofrimento, encontrou Cristo e passou a se dedicar aos estudos teológicos. “Naqueles dias, o abandono de Cristo na cruz me mostrou onde Deus está presente, onde ele estava naquela noite de chamas em Hamburgo e onde ele estará ao meu lado, aconteça o que acontecer no futuro. Esta convicção não tem me abandonado até hoje”.
Gentil, Moltmann disse que sua teologia é tão bem acolhida na América Latina, que parece que os teólogos latino-americanos o entendem melhor do que ele mesmo. Eu não chegaria a tanto. Mas os autores da letra da canção abaixo, que foi entoada durante a Semana, certamente entenderam o recado do teólogo:

Cantos p’ra viver[Letra: Simei Monteiro; Música: Flávio Irala e Tércio Junker]
Cantos pra viver,
Forças pra cantar,
Espalhar sementes
Sobre nosso chão.
Amparar [n]a dor,
Não cortar a flor,
Crer que a primavera
Sempre voltará.
Vendo essa gente que dança e ri,
Que não desiste mas vai lutar,
Renascemos pra esperança,
Renascemos pra viver.
Vendo a Jesus que sofreu por nós,
Que fez da morte ressurreição,
Renascemos pra esperança,
Renascemos pra viver.

sexta-feira, 13 de março de 2009

A Igreja "O Corpo de Cristo"


A igreja cresceu tão rapidamente que se tornou uma ameaça para o culto a Diana (a Artemis dos Gregos). Muitos cidadãos de Éfeso, para seu sustento, dependiam das vendas, objetos do culto à Diana, aos turistas que vinham como romeiros para adorar a padroeira da cidade. Operários tinham trabalhado por 220 anos para construir o templo de Diana, onde estava a estátua da Deusa que diziam, lá ter sido colocada miraculosamente!

Embora Efésios não seja a mais longa epístola de Paulo, é geralmente considerada a mais profunda. O propósito de Paulo ao escrever esta epístola, era ajudar os crentes a considerarem sua posição como parte do “Corpo de Cristo” e viverem de maneira digna desta posição.

O tema desta epístola maravilhosa é: “A igreja – O Corpo de Cristo”. Uma epístola muito parecida é a de Colossenses, que repete cerca da metade dos versículos de Efésios. Só que nesta, a ênfase não está no “corpo” e sim na “cabeça” da Igreja.

Enquanto a epístola aos Efésios fala da vocação e bênçãos do crente, a epístola aos Colossenses enfatiza Cristo como o criador e sustentador da Igreja.

A epístola aos Efésios tem duas características dignas de serem ressaltadas:

Primeiro: ela retrata a Igreja do ponto de vista mais amplo de que qualquer livro na Bíblia. Quase 50 vezes a palavra “tudo” é usada demonstrando o escopo universal da Igreja e seu valor no plano de DEUS.

Segundo: a carta usa a frase “em Cristo” 30 vezes. Com isto, Paulo está enfatizando a posição do crente como membro do Corpo de Cristo.

Efésios pode facilmente ser dividida em duas partes:

A chamada da Igreja (1-3)

suas Bençãos
cap. 1

sua Edificação
cap. 2

sua Revelação
cap. 3


A conduta da Igreja (4-6)

o andar em Cooperação
4:1-16

o andar em Santificação
4:17-20

o andar em Submissão
5:21-26
6:1-9

o andar sob Proteção
6:10-25

(Extraído)

"Reconhecendo O Chamado de DEUS"



I Samuel 3 : 1 a 11

Muitas pessoas tem um chamado de DEUS em suas vidas para fazer algo especial para o Senhor e não sabem.

Infelizmente, quando DEUS as chama, muitas são "meninos espirituais" e não ouvem (discernem) a voz de DEUS. v. 4 a 6

Como então ouvir a voz de DEUS?

1º Passo: Colocando-se à disposição de DEUS, abrindo-nos totalmente para a vontade "Dele" em nossas vidas. v. 10,11

Muitos permanecem em suas posições de "meninos espirituais", tornando-se impossível, que DEUS realize o chamado Dele em suas vidas. Hebreus 5:12,13

2º Passo: Buscando o conhecimento e a revelação do Senhor atravéz da leitura e comunhão com a palavra de DEUS. II Timóteo 2:15

3º Passo: Buscando a unção do Espírito Santo para fazer a obra do Senhor. I João 2 : 20 e 27

Busquemos portanto, esta unção em nossas vidas, esquecendo-nos de todas as nossas limitações e colocando-nos aos pés Do Mestre Jesus, reconhecendo o chamado Do Senhor em nossas vidas!
Pr. Valter Torquato